Assinatura RSS

Entrevista – Apanhador Só

Publicado em

Foi no Dia Internacional do Rock ano passado, numa lista de bandas nacionais feitas pelo Move That JukeBox que eu conheci a banda de Porto Alegre, Apanhador Só. Amor à primeira ouvida com a música ‘Bem-me-leve’ e o ‘erre’ puxado do vocalista que dizem por aí que nos parecemos um pouco, o que me levou a ouvir mais algumas músicas e logo em seguida baixar o álbum completo no próprio site da banda. E foi assim que me tornei um verdadeiro admirador desse quarteto, que já foi quinteto, ou de repente até sexteto, não sei. Só sei que muitas foram as formações e ideais da banda desde 2003, quando foi criada entre amigos de escola. Os integrantes costumam até dizer em tom cômico, que a única coisa que persistiu desde o começo do grupo, foi o nome.

Apanhador Só esquentando

 

Vieram de mansinho, com EPs, ganhando público na terra natal e de repente com o primeiro e único álbum homônimo, ganharam São Paulo e os quatro cantos do país com canções, hora alegres e cheias de ritmo, hora sérias e com letras profundas. Canções que ganharam não só fãs, mas também o respeito da crítica musical nacional, sendo eleitos por muitos como detentores do melhor álbum nacional de 2010. E foi assim, devagarinho que Alexandre Kumpinski (voz e guitarra), Felipe Zacanaro (guitarra), Martin Estevez (bateria) e Fernão Agra (baixo) começaram a timidamente tocar e tirar sorrisos de satisfação de uma platéia que certamente não os conhecia. Platéia esta que eu estava incluso, gritando a letra das músicas pra mostrar pra todo mundo que eu sabia exatamente o que eu estava fazendo lá, no SESC de Santos. Um show que há muito eu esperava, e que para a banda, também foi algo totalmente novo, pois era a primeira apresentação do Apanhador Só no litoral paulista. Aliás, foi a última estação da turnê do grupo por São Paulo. E depois do verdadeiro espetáculo que colocou jovens e idosos pra dançar (true story) e do pedido de desculpas de Alexandre por estar usando uma camiseta do Maradona numa cidade onde o Pelé fez história (alegou ser a única peça de roupa limpa na máquina). Eu, que nem sou besta, não pude perder a oportunidade de trocar uma idéia com os rapazes e postar aqui pra vocês, leitores do Glamourdy. Espero que gostem, foi a minha primeira entrevista como editor do Glam. Ah, foi a primeira entrevista da minha vida também. Enjoy.

***

Glamourdy: Cá estamos nós, eu e o Martin, baterista da banda Apanhador Só. E vamos à primeira pergunta: Vocês estão há quanto tempo aqui em Santos? Chegaram hoje mesmo?
Martin: Hoje de noite, não vi nada!
Glamourdy: Nossa cara, não deu pra aproveitar nada?
Martin: Nada, nada! E achei uma pena porque o pouco q eu vi, achei muito massa. Queria dar uma chegada na beira da praia mas não deu.
Glamourdy: E vocês vão embora amanhã já?
Martin: Vamos embora agora!
Glamourdy: É, não vai dar aproveitar nada mesmo! Chovendo ainda…
A outra pergunta é sobre o álbum acústico que vocês estão fazendo, já está quase saindo né?!
Martin: Tá quase.
Glamourdy: O que eu queria saber é se as músicas novas, a ‘Torcicolo’, ‘Na ponta dos pés’, vão sair nesse álbum acústico?
Martin: Vai sair alguma novidade, mas eu não posso te dizer se não perde a graça…
Glamourdy: Mas vai ter novidade (risos)?
Martin: Vai ter! Só o fato de ser um CD acústico já é uma novidade. E ele foi todo gravado em casa, por nós mesmo. A produção é nossa, tudo feito pra ter esse clima caseiro. E ele vai sair num formato inusitado, mas eu também não posso dizer por que se não vai perder a graça (risos).
Glamourdy: Tem data de lançamento definida?
Martin: Metade de maio.

Martin e eu

 

Glamourdy: Muitas pessoas perguntam “Ah, de onde veio essa idéia da percussão sucata que a banda utiliza nos shows acústicos?” e vocês sempre respondem que a idéia veio de uma antiga integrante da banda, a Carina Levitan. Mas o que ninguém nunca pergunta e fica até meio que no ar, é qual a relação de vocês com ela atualmente. Há um contato ainda?
Martin: Eu na verdade, nem cheguei a conhecê-la (risos). Conheci bem pouco, nunca cheguei a conversar muito com ela. Mas o Alexandre, o Felipe e o Fernão, chegaram a tocar com ela, mas daí o Fernão saiu e depois voltou. A Carina saiu e não voltou mais, mas deixou uma esperança pra banda. Até na época tinha o Haroldo que tocava percussão também, fazia o que a Carina fazia. Depois o Haroldo saiu, e a gente resolveu deixar a banda como um quarteto. Só que a gente herdou esse lance da percussão sucata. Até no disco foi ela que gravou a percussão.
Glamourdy: Nesse disco acústico também foi ela que gravou a percussão?
Martin: Nesse agora, não. Só no primeiro. O acústico foi todo gravado por nós quatro.

…em Porto Alegre já temos um público formado. Então qualquer lugar que a gente vá fazer show, sempre lota. O pessoal já conhece a gente.

Glamourdy: Vocês, que são do Rio Grande do Sul, estão tocando em várias partes do Brasil, além de São Paulo. Mas assim, há planos do Apanhador Só estar tocando no exterior?
Martin: Por enquanto ainda não existe a oportunidade real. Estamos estudando uma maneira de conseguir isso. Mas pra agora, não dá. Se nós queremos? Sim queremos! Quando tivermos a oportunidade, iremos com todo prazer.
Glamourdy: Esse show aqui em Santos, como o próprio Alexandre disse no palco, é o último da turnê da banda pelo estado de São Paulo. Agora vocês estão voltando pra Porto Alegre, mas há uma pretensão de se mudarem futuramente para São Paulo?
Martin: Cara, por enquanto está confortável ficar fazendo essa ponte aérea. É mais barato porque a gente tem casa lá, etc, etc. Quando for impossível não morar em São Paulo, aí a gente vem. Mas por enquanto, é totalmente viável vir pra cá quando tem show.
Glamourdy: Qual a principal diferença entre público daqui e o público de Porto Alegre?
Martin: Não tem muita diferença não. Só que em Porto Alegre já temos um público formado. Então qualquer lugar que a gente vá fazer show, sempre lota. O pessoal já conhece a gente. Mas agora São Paulo está começando a ficar interessante também. Aqui por exemplo em Santos, é a primeira vez que tocamos, e pra uma primeira vez, já foi ótimo.

…em Santos, é a primeira vez que tocamos, e pra uma primeira vez, já foi ótimo.

Glamourdy: Os próximos álbuns, tanto o acústico que sai em Maio, quanto qualquer outro álbum que vocês pretendam lançar, vai ser feito da mesma forma que o primeiro, sendo disponibilizado para download gratuito no site da banda?
Martin: Com certeza.
Glamourdy: O Apanhador Só, sendo uma banda independente, já recebeu propostas de gravadoras?
Martin: Por enquanto não. Estamos trabalhando com a agência alavanca e, por enquanto vamos continuar independentes. Se pintasse uma proposta boa, é óbvio que não iríamos recusar, mas por enquanto ser independente está sendo tranquilo. Pra viabilizar nossas turnês e arcar com os nossos custos de transporte, de alimentação, etc. A banda consegue se pagar. Acho que se rolasse uma gravadora, teria que ser um belo acordo. Por enquanto ainda não rolou esse tipo de sondagem, mas se rolar, é óbvio que a gente vai analisar com carinho e ver o que vale a pena.
Glamourdy: No show de hoje foram tocadas algumas canções inéditas que não estão presentes no disco. A ‘Pára-quedas’ eu já tinha visto em outro show e a ‘Na ponta dos pés’ e a ‘Torcicolo’ já até estão no YouTube. Mas teve outras duas canções que eu nunca tinha ouvido. Quais os nomes delas?
Martin: Uma se chama ‘Damas’. Era uma música bem antiga da banda que fizemos um arranjo novo, totalmente diferente da versão antiga, e só sobrou a letra, porque o arranjo é completamente outro. E a outra foi ‘Ele se acordou’. Essa é nova também, mas não é tão nova assim.
Glamourdy: Hum…a banda está com várias canções novas já então?
Martin: Já temos um bom número de canções novas.
Glamourdy: Será que esse ano ainda sairia um álbum com inéditas?
Martin: Não, não. Esse ano não (risos)! Mas acho que pra 2012 vai rolar.

Fernão, eu e Felipe

 

Glamourdy: Depois do bate-papo com o Martin, estou aqui agora com o Felipe Zancanaro, guitarrista do Apanhador Só para esclarecer a pergunta que fiz anteriormente: Você tocou na época junto com a Carina Levitan. Qual a relação da banda hoje em dia com ela? Vocês mantêm contato?
Felipe: Na verdade, ela está voltando pra Porto Alegre. Ela saiu da banda pra morar em Londres e estudar lá numa faculdade que mexe com música e com artes plásticas. Ela se formou e está trabalhando lá, mas agora está voltando pra Porto Alegre. E a gente sempre tem trocado idéia com ela por e-mail, de vez em quando ela até vem pra cá pra comemorar o aniversário dela. Enfim, estamos sempre nos falando. Somos super amigos.
Glamourdy: E no caso dela voltar a morar no Brasil, vocês pretendem inserí-la na banda novamente?
Felipe: Nunca conversamos exatamente sobre isso, nem com ela e nem entre a banda. Eu não sei de fato o que ela vai fazer quando voltar, pra que lado ela vai, realmente não sei. Mas quando ela voltar, a gente pode vir a conversar sobre isso.

@Offtwall

Anúncios

Sobre Roberto Néri

Roberto Néri 16 anos, nasci e moro no Guarujá. Criei esse Blog com o objetivo de publicar artigos sobre o que rola aqui na cidade, no Brasil e no mundo, também para por em prática meu gosto por escrever e por fim mas não menos importante, para expressar opiniões que nos fazem refletir e analisar nossas próprias vidas de acordo com a vontade daquEle que nos criou!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: